segunda-feira, 25 de maio de 2015

O NEGRO NA BÍBLIA


Am 9.7; Is 18.1-2
É num texto bíblico que tem sido procurada a justificação do escravismo e do racismo anti-negro, entre os cristãos (Gn 9e20-27). Por isso, convém lançar um olhar, ainda que rápido, sobre a Bíblia, num sentido mais amplo, para uma verificação mais segura do testemunho das Escrituras Sagradas sobre o negro.
Temos na Bíblia o testemunho da presença do negro no quotidiano da sociedade israelita:
  1. Um escravo negro (cuxita) foi o mensageiro escolhido para levar a Davi a notícia da morte de seu filho e adversário, Absalão (28m 18.21-32). Um escravo ou um mercenário negro, por ser um estrangeiro foi, talvez por isso, preferido pelo comandante Joab, para levar ao rei a trágica notícia.
2. Depois de ter lido em público os oráculos de denúncia e ameaça do profeta Jeremias, Baruque, seu secretário, foi intimado a comparecer diante dos grandes de Judá, levando-lhes o rolo (Jr 36.1- 26). O mensageiro enviado para convocar Baruque foi Jeudi, bisneto de um negro (cuxita; Jr 36.14; CNBB e NTLH).

3. Por sua mensagem, que aconselhava abertamente a rendição de Judá a Nabucodonosor, rei de Babilônia, Jeremias foi perseguido como traidor da pátria e entregue pelo rei Zedequias ao arbítrio dos príncipes. Estes o jogaram num poço em que não havia água, só havia lama (Jr 38.1-6). E o profeta se atolou na lama, correndo o perigo de se afogar e morrer. Aparece, então, um negro, um cuxita, cujo nome é dado como Êbed-Mélekh (literalmente, servo, isto é, ministro do rei). Ele vai ao rei, intercede por Jeremias e consegue permissão para salvar a vida do profeta. Esse negro é, portanto, alguém em alta posição na corte, tendo acesso direto ao rei, que o devia ter em alta consideração, e, por isso, atendeu seu pedido, embora fosse em desafio à decisão dos príncipes, diante dos quais o rei se confessara sem nenhum poder (Jr 38.3, 7-13). Essa foi uma ação tão notável que o etíope Êbed-Mélekh recebeu, em recompensa, um oráculo, por intermédio do próprio Jeremias, em que lhe era prometido livramento, quando acontecesse a destruição de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor. Sua vida seria poupada, porque ele confiara no Deus Eterno (Jr 39.15-19).
a) uma dama nobre, neta do rei Ezequias, casara-se com um etíope, com um negro, que veio a ser o pai do profeta;
b) ou, então, seu pai, este sim, neto de Ezequias, recebera o nome de Cuxita (etíope), em homenagem ao Egito, pais com que Judá se aliara em oposição à Assíria. Qualquer que seja a hipótese adotada, torna-se evidente a alta conta em que eram tidos os cuxitas (etíopes, negros) pela família real de Judá.
4. Duas coisas chamam a atenção no cabeçalho do livro de Sofonias (Sf 1.1). A primeira: é o único entre os profetas que tem seus antepassados citados até a quarta geração. Charles Taylor Jr. afirma: "A razão é, sem dúvida, porque o Ezequias mencionado é o rei daquele nome, que governara Judá de 715 a 687 a. C.,, A segunda: Sofonias é declarado filho do Negro (Cuxita). Podem ser formuladas duas hipóteses, para explicar esse caso:
5. Abraão foi o pai dos crentes, para judeus e cristãos, seu primeiro antepassado na fé (Gn 12..1-4a), que teve a honra de ser considerado um dos dois amigos de Deus, no AT (Antigo Testamento) (Is 41.8). Para os maometanos, ele foi um dos quatro grandes profetas: Ibraim, Musa, Issa e Maomé. Seu primeiro filho, Ismael, nasceu de sua relação com Agar, escrava egípcia, camita, portanto, negra, visto como Gn 10.6 e lCr 1.8 colocam Etiópia, Egito, Líbia e Canaã como filhos de Cam. Além disso, Deus sustentou, no deserto, essa mulher negra e seu filho e, mais ainda, concedeu-lhe o privilégio de uma teofania, isto é, apareceu diante dela e lhe falou (Gn 16..1-16; 17.23-27; 21.8-21). Através de Ismael, Agar se tornou a matriarca de numerosos povos beduínos que habitavam o sul da Palestina. E, segundo outras traduções, tornou-se uma ancestral de Maomé, o fundador do islamismo, tido como descendente de Ismael.
6. Da máxima importância, neste contexto, é uma tradução que envolve o próprio Moisés, o líder máximo do povo de Deus, no AT (Antigo Testamento), libertador do povo de Israel, em seu Êxodo do Egito, fundador da fé "javista." Grande profeta, que também teve o privilégio de ser considerado, como Abraão, um amigo de Deus. Homem ímpar, de quem se diz: "Nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moisés" (Dt 34.10-12). Existem três diferentes traduções sobre a origem étnica de sua esposa. Uma atribui a ela origem midianita (Ex 2.16-22; 3.1; 4.24-26; 18.1; Nm 10.29). Outra, uma origem quenita (Jz 1.16; 4.11). A terceira fala de seu casamento com uma cuxita (etíope, negra; Nm 12.1).. Em todas as três, o grande libertador de Israel tem por esposa uma mulher estrangeira. A terceira tradução fala de uma esposa etíope, embora num texto que contém algumas dificuldades. Qualquer que seja a solução das dificuldades, o texto indica, de maneira suficientemente clara, que se trata de um casamento recente e, por conseguinte, a esposa mencionada não era Zípora. E mais, que a causa da rebelião de Minam foi a posição de Moisés como mediador único entre Deus e o povo (Nm 12.2). Conclui-se, então, que não há nenhuma recusa contra o fato, que é aceito, portanto, como normal, de que o fundador e legislador do povo de Israel, -- o homem com quem Deus falava "face a face", a quem colocara "como responsável" por todo o seu povo, -- o fato de que Moisés tivesse desposado uma cuxita, uma mulher etíope, uma mulher negra.
7. Salomão foi, segundo a tradição, o mais sábio, o mais rico e o mais famoso dos reis de Israel, e construtor do primeiro templo de Jerusalém. Pois bem, entre as mais importantes raínhas-esposas de Salomão, estava a filha de um faraó da 2 ia dinastia, o faraó Shishak (cerca de 945-924 a.C.), pertencente a uma dinastia de famosos mercadores. Essa egípcia era a mais importante das raínhas-esposas. Seu pai tomou a cidade de Guézer dos canaanitas e deu-a como dote à filha, à esposa camita, à rainha-esposa negra de Salomão (1Rs 3.1; 9.16; 11.1).
II
Temos, na Bíblia, o testemunho sobre a imagem dos negros como pareciam aos olhos dos israelitas:
1. Os etíopes habitavam num país distante, remoto (Ez 29.10; Et1.1; 8.9), que ficava nos confins da terra (Sl 72.8-9).. No mundo da cultura grega, igualmente, Homero, no nono ou oitavo século a. C., dizia: "Posêidon, porém, partira para longe, em visita aos etíopes, que vivem nos confins da Terra..." (Odisséia 1.22-24).
2. Seu país era muito rico (Is 45.14a; Jó 28.19). Também no mundo da cultura grega, talvez um século depois dessa passagem bíblica, Heródoto fala de presentes enviados por Cambises, da Pérsia, a um rei dos etíopes: "um traje de púrpura, um colar de ouro, braceletes, um vaso de alabastro cheio de essência e um barril de vinho de palmeira"; e registra que só em relação ao invento do vinho o rei etíope admitiu a superioridade dos persas. Relata que, na prisão a que o soberano etíope levou, em visita, os emissários de Cambises, todos os presos estavam agrilhoados com correntes de ouro, pois, afirma Heródoto, entre os etíopes não era o ouro o metal mais raro e precioso, mas o cobre (História, livro m, cps. XX-XXIII).
3. Eram um povo guerreiro. Um povo forte e orgulhoso, de quem o mundo inteiro tinha medo (Is 18.2; cf. 2Cr 14.8). Esse capítulo de Isaías de Jerusalém (8o. século a..C.) fala-nos de mensageiros, de diplomatas etíopes, que tinham vindo tentar conseguir a participação de Judá numa rebelião geral contra a dominação dos assírios (Is 18.1-2a). A Etiópia estava no auge de seu poder. Em cerca de 725 a.C., Pianki empreendeu uma vitoriosa campanha militar para o norte, chegando até o mar Mediterrâneo, e unificou o Egito. Pianki tornara-se, assim, o primeiro conquistador estrangeiro desse pais. Por cerca de sessenta anos, na 25a. dinastia, os soberanos etíopes controlaram todo o vale do rio Nilo, até 663, quando os assírios, sob Assurbanipal, tiraram, finalmente, o Egito de sob seu poder. Um desses soberanos, Tiraká, parece ter até tentado proteger Ezequias, rei de Judá, contra a segunda invasão de Senaqueribe, rei da Assíria (2Rs 19.9; Is 37.9), entre 689 e 686 a.C. Um século mais tarde, ao prever a queda de Ninive (portanto, do império assírio), o profeta Naum cita a destruição de Tebas e, recordando o período áureo do poderio etíope, diz: "A Etiópia era a sua força." (Na 3.9). Isaias, no oitavo século a.C., diz da Etiópia do seu tempo: «Povo forte e poderoso; um povo de quem o mundo inteiro tem medo" (Is 18,2df).
4. Mas é em Jr 13.23,-- que alguns comentadores cristãos têm interpretado como se os antigos israelitas compartilhassem o moderno preconceito racial ocidental, que identifica o negro com o mal -- onde pode, ao contrário, ser encontrada uma confirmação da fama guerreira dos etíopes: "Pode um etíope mudar a sua pele, ou um leopardo tirar as suas manchas?" Temos aqui um claro paralelismo, recurso estilístico dos mais importantes da poesia hebraica. Aqui ele é sinonímico, isto é, os termos do hemistíquio se eqüivalem, um por um, termo por termo:
  1. pode um etíope / b. mudar a sua pele,
a'. ou um leopardo / b'. tirar as suas manchas?
A associação dos termos é bastante espontânea e significativa: Etíope, homem de uma nação poderosa e ameaçadora, que causava medo por seu valor militar; Leopardo: animal feroz, imagem da força, da rapidez no bote, da agressão violenta (Os 13.7; Is 11.6; Jr 5.6; Hab 1.8; Ct 4.8; De 7.6).
Não se trata, portanto, de preconceito racial. Quando muito, se trata de um ressentimento implícito, gerado pelas freqüentes situações de guerra, nas quais esse "povo de quem o mundo inteiro tem medo" aparecia, ou no papel de inimigo ou como guerreiros mercenários, lutando lado a lado com o Egito, apoiando seu imperialismo (1Rs 14.25s; 2Cr 14.8-14; Na 3.9; Jr 46.9; Ez 38.53). O etíope, o negro, temível guerreiro, é comparado, por uma livre associação de idéias, a um verdadeiro leopardo feroz. À imagem do etíope associava-se a imagem do leopardo, o que, nem de longe, se compara aos estereótipos que se ligam à imagem do negro, em nossa sociedade.
5. Os etíopes, os negros, eram vistos pelos olhos dos israelitas antigos, como homens belos. As palavras lisonjeiras da diplomacia com que Isaias se refere a eles (Is 18.2bcd) transpiram admiração. Falam de sua alta estatura, de sua pele lisa, lustrosa, suave. Também nisso concorre e concorda o mundo da cultura grega. Heródoto, já citado anteriormente, diz a respeito dos etíopes: "Dizem que os etíopes são, de todos os homens, os de maior estatura e de mais bela compleição física... Entre eles, o mais digno de usar a coroa é o que apresenta maior altura e força proporcional ao seu porte" (História, Livro III, cp. XX).
6. No Cântico dos Cânticos 1.5, fazem da noiva-rainha uma mulher morena, uma mulher trigueira, uma mulher escura. Mas bons dicionários da língua hebraica nos garantem afirmá-la uma mulher negra. Ela não diz: "Sou morena", mas, "Sou negra" (heb. Sh.hora 'ani). E não diz: "Sou negra, mas sou formosa"; Diz: "Sou negra e formosa" (heb. W.na'wah). A conjunção waw pode ter sentido adversativo, mas é, normalmente uma simples conjunção aditiva. Pode-se, portanto, com fez a LXX, traduzir: "Sou negra e formosa" - Mélaina elmi kai kalê.. Fica quase a certeza de que o senso estético preconceituoso e etnocêntrico dos tradutores ocidentais não lhes permite dizer, simplesmente, "negra e formosa"; preferem dizer "negra, porém formosa" ou «formosa, embora negra". E nem mesmo «negra" a dizem. Como grande parte dos brasileiros, inconscientemente (?) preconceituosos, preferem chamá-la "morena". E nada empana, nem mesmo essa noiva negra e formosa, esse amor entre a noiva e o noivo, descrito de maneira tão poética, tão livre e eloqüentemente, que faz do Cântico dos Cânticos um dos mais belos poemas de amor da literatura universal.
III
Mais do que isso, temos na Bíblia o testemunho bastante explícito sobre o lugar dos etíopes, dos negros, no propósito universal e escatológico de Deus:
1.. Sua conversão está anunciada abundantemente. Haverá o dia em que também eles trarão ao SENHOR as suas oferendas. Todas as nações distantes louvarão o SENHOR. Todos os povos abandonarão seus ídolos e adorarão e obedecerão somente ao SENHOR (Is 41.1,5; 42.4,10,12; 49.1; 18.7). Superada a alienação, a idolatria, os povos chegarão a reconhecer no projeto da Aliança o único caminho possível (Is 45.14).
  1. Na mesma perspectiva, falam:
  1. o salmo 68, especialmente os versos.. 29-32, onde se encontra a seguinte promessa: "E a Etiópia estenderá as mãos para Deus";
b) o salmo 87, onde se declara que "O SENHOR escreverá uma lista dos povos, e nela todos eles serão cidadãos de Jerusalém"(v.6); e, entre esses povos, são citados, especificamente. os etíopes: "Os povos da Filistéia, de Tiro e da Etiópia eu tratarei como se eles tivessem nascido em Jerusalém" (v.4b).
3. Mais significativo ainda é Am 9,7.0 SENHOR Deus é o Senhor de toda a história humana e todos os povos são iguais diante dele. Israel não deve presumir ter mais importância para o SENHOR do que os etíopes, os negros: "Povo de Israel, eu amo o povo da Etiópia tanto quanto amo vocês". Os filisteus e arameus foram também objetos do cuidado divino, e suas migrações foram igualmente dirigidas pela vontade soberana do mesmo Deus que tirou Israel da terra do Egito e lhe fez a dádiva da terra "que mana leite e mel". Esse universalismo expresso no oráculo do profeta nega a qualquer povo uma relação exclusiva com Deus e afirma a igualdade de todos eles aos olhos dele. E a relação que é primeiro apresentada nessas vigorosas palavras é a do SENHOR com os etíopes. Essas palavras combatem qualquer veleidade de orgulho nacional e, para o nosso tempo e para a nossa sociedade, qualquer sentimento de orgulho racial.
4. É nessa mesma linha que se coloca a narrativa da conversão do oficial superior, tesoureiro real, da corte da rainha Candace da Etiópia. A conversão se deu por intermédio do ministério do evangelista Filipe (At 8.26-39). O texto é de grande importância, pois mostra:
a. como os helenistas, tendo evangelizado Samaria, partem para a evangelização das nações, de acordo com o programa do Senhor Jesus, em At 1.8;
b. um trabalho missionário cristão com uma estrutura reduzida e sob a orientação direta do Espírito Santo; embora, assim mesmo, esse trabalho estivesse subordinado aos apóstolos, em Jerusalém;
c. sobretudo, para os afro-descendentes, é importante porque mostra que o primeiro não-judeu introduzido, pelo poder e pela orientação do Espírito Santo, no novo povo de Deus, era um etíope, um negro.
Cumprem-se, portanto, no Evangelho de Cristo, a promessa e a esperança do AT. A partir de Is 53.7-8, que o eunuco está lendo, Filipe lhe anuncia a Boa Nova a respeito de Jesus. E ele aceita, imediatamente essa Boa Nova, Para José Combím: «O africano representa aqui um papel messiânico. Foi escolhido para representar a multidão de nações que viriam até das extremidades da terra pra formar o único povo de Deus". Era um homem rico e proeminente. Viera do norte da África, da região hoje correspondente ao Sudão, para adorar. Era um homem que estava diligente, sincera e insistentemente. buscando alguma coisa. Inquieto, procurava alguma coisa que jamais tinha conhecido antes - e a encontrou. Era um homem negro, que se tornou as primícias das missões cristãs em todo o mundo não-judaico. Ele tornou-se o antepassado de todos os homens negros, afro-descendentes, ganhos para a fé em Jesus, nesses vinte e um séculos de história da Igreja e da missão cristã. Um símbolo de inclusão no projeto do Deus que não faz acepção de pessoas e que, se jamais manifestou alguma preferência, foi pelos oprimidos, os humilhados, os excluídos.
CONCLUSÃO
Do ponto de vista da Bíblia, não há, portanto, por que nós, afrodescendentes, carregarmos nossa negritude como se fosse um fardo, uma humilhação, idéia nefasta essa que o racismo anti-negro presente em nossa sociedade insiste em introjetar, desde nossos primeiros anos de escola, de diversas maneiras, em muitos de nós. A Bíblia reconhece um Deus que inclui no seu projeto de salvação até mesmo "os confins da terra" e os humilhados deste mundo. A Bíblia dá testemunho da beleza e da força da mulher negra e do homem negro. E esse reconhecimento e esse testemunho devem constituir um poderoso impulso para nós, negros cristãos, em nossa luta pela igualdade de oportunidade, pela nossa cidadania, pelo pleno reconhecimento de nossa humanidade!
---------Joaquim Beato
Faculdade de Teologia Richard Shaull

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dia de Pentecostes


Nas suas origens, o Pentecostes era uma festa agrícola judaica em que se ofereciam a Deus os melhores feixes da colheita. Era uma festa não só de alegria e de encontro das famílias, como também de partilha com os mais necessitados.
Era celebrada sete semanas (cinquenta dias) depois da Páscoa, encerrando as solenidades pascais. Por isso, também se chamava Festa das Semanas.
A partir das reformas de Esdras e Neemias, em meados do século V a.c., a Festa de Pentecostes passou a celebrar o Dom da Lei no Sinai, a festa da Aliança entre Deus e o povo.
Com base nas tradições e nos costumes judaicos a respeito de Pentecostes, Lucas construiu sua narrativa para falar de um novo Pentecostes: a presença do Espírito Santo guiando a missão dos evangelizadores no anúncio da Palavra de Deus.
Assim, cinquenta dias após a Páscoa, a Festa de Pentecostes celebra o dom do Espírito Santo enviado por Deus à Igreja.
A promessa de Jesus aos seus discípulos se realiza: "Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (At 1,8).
Jerusalém é o lugar onde termina o "tempo de Jesus" e começa o "tempo da Igreja". Os "atos" de Jesus começam na Galiléia e terminam em Jerusalém. Os "atos" dos apóstolos começam em Jerusalém e vão até os confins do mundo.
Portanto, Jerusalém é ponto de chegada e ponto de partida. É o lugar da manifestação do Espírito Santo de Deus, que encoraja os apóstolos para a missão.
No dia de Pentecostes, os discípulos estavam reunidos em Jerusalém. Depois dos acontecimentos da Páscoa, ficaram cheios de medo. Viviam juntos, desligados do mundo, mas eis que o Espírito Santo, dom de Deus, veio sobre eles.
Assim, aquele grupo de homens e mulheres amedrontados adquiriu a consciência de ser uma comunidade, uma Igreja, isto é, o corpo místico de Cristo. Todos sentiram que Jesus estava entre eles, mais ainda do que antes, porque, na realidade, Jesus não mais estava com eles, estava neles.
Então a Igreja se manifestou publicamente e começou a difundir o Evangelho mediante a pregação.
Nos dias que antecedem Pentecostes, a oração é o melhor caminho para se entrar em intimidade com o Espírito Santo e cultivar sua amizade. Se nos deixarmos conduzir pelo Espírito Santo, nossa oração será espontânea, contínua e brotará como uma fonte de água fresca que jorra da rocha.
Ao invocarmos o Espírito de Amor, enchemos a alma de alegria plena e inundamos o coração de paz inalterável.
Crer no Espírito Santo, entretanto, não é só crer na existência de uma terceira pessoa na Trindade, mas crer também na sua presença entre nós, em nosso próprio coração.
Crer no Espírito Santo significa bendizê-lo, adorá-lo e glorificá-lo em nós mesmos e no outro.
Fonte: www.paulinas.org.br

segunda-feira, 11 de maio de 2015


O Colóquio Internacional do grupo de pesquisa Crítica e Subjetividade será nos dias 12, 13 e 14 de maio.

O I Colóquio Internacional do Grupo de Pesquisa Crítica e Subjetividade tem por objetivo discutir os estatutos filosóficos próprios de ambos os conceitos, bem como as relações e limites teóricos entre eles, sobretudo no horizonte da filosofia contemporânea em torno de autores que direta ou indiretamente se confrontaram com esses conceitos, como Nietzsche, Sartre, Merleau-Ponty, Foucault, H. Arendt. Nesse aspecto, o Colóquio circunscreve suas atividades em dois horizontes específicos: por um lado, a exegese dos domínios teóricos ‘Crítica’ e ‘Subjetividade’ e, por outro lado, seus desdobramentos em torno das principais preocupações da cultura contemporânea. Data: 12 a 14 de maio de 2015 Local: Universidade Federal do Espírito Santo – UFES Vitória, Campus Goiabeiras, no Auditório IC-II Informações: critica.subjetividade@gmail.com



Informação importante sobre as salas:
O Minicurso será na sala 204 do novo prédio de pós-graduação do CCHN.
As comunicações serão nas salas 204 e 313 do novo prédio de pós-graduação do CCHN.
As mesas redondas e as conferências (depois das 16h00) serão no Auditório do IC II.

O minicurso intitulado "O Caso Wagner de Nietzsche e a crítica adorniana" vai acontecer na sala 204 do Prédio da Pós-graduação Barbara Weinberg, nos dias 13 e 14 de maio. 

O minicurso será ministrado pelo Henry Burnett, um dos principais especialistas na estética nietzscheana, já a partir das 10h45, e se trata de um livro que está prestes a ser publicado por ele. 

Para o certificado com horas, basta a assinatura da lista de presença no minicurso. 

O tema é imperdível para quem se interessa por estética e crítica da cultura, bem como as relações entre estética e política no pensamento de Nietzsche. 

12 de maio

14h – 16h: Apresentação de Comunicações
16h30 – 17h: Mesa-Redonda Fernando Costa Mattos (UFABC)
“Nietzsche: a questão da subjetividade: entre universalidade e singularidade”
17h – 17h30: Luiz Damon Santos Moutinho (UFSCar)“Foucault e a filosofia do sujeito”
17h30 – 18h: Alexandre Carrasco (Unifesp) “A transcendência do Ego e o estádio de espelho”
18h – 18h45: Debate
19h: ConferênciaOswaldo Giacoia Jr. (Unicamp) “Crítica e subjetividade em Nietzsche”

13 de maio

11h – 12h: Minicurso Henry Burnett (Unifesp)“O Caso Wagner de Nietzsche e a crítica adorniana”
14h – 16h: Apresentação de Comunicações
17h – 17h30: Mesa-Redonda André Luiz Garcia (UnB) “Método monista e interpretação moral em Humano, Demasiado Humano”
17h30 – 18h: Adriano Correia (UFG) “Políticas da Subjetividade em Hannah Arendt”
18h – 18h45: Debate
19h: Conferência Franklin Leopoldo e Silva (USP) “Subjetividade e crítica em Jean-Paul Sartre”

14 de maio

11h – 12h: Minicurso Henry Burnett (Unifesp) “O Caso Wagner de Nietzsche e a crítica  adorniana” 
14h – 16h: Apresentação de Comunicações 
16h30 – 17h: Mesa-Redonda Antonio Edmilson Paschoal (UFPR) “Genealogia e autogenealogia em Nietzsche”
17h – 17h30: André Constantino Yazbek (UFF)“A noção de ‘cuidado de si’ em Foucault: filosofia  e espiritualidade”
17h30 – 18h: Debate
18h – 18h30: Lançamento de livros 
19h: Conferência João Constâncio (Universidade Nova de Lisboa)  “Nietzsche: sobre a subjetividade descentrada, ou a crise existencial do sujeito moderno”
20h30: Encerramento Apresentação musical com Henry Burnett


Programação Completa das Comunicações todos os dias, das 14h00 às 16h00.

Dia 12.05.2015
SALA 204/Prédio da Pós-graduação do CCHN – Barbara Weinberg
14h – 14h30
Washington Phillip Spanhol Carneiro (Mestre em Ciências Sociais/UFES)
O poder do super-homem ou a fraqueza do Ser? Apontamentos sobre a questão do poder em Nietzsche e Foucault
14h30 – 15h
Bruno Abilio Galvão (Mestrando em Filosofia/UFES)
A problemática da “alma” na ontologia crítica de Foucault
15h30 – 16h00
Thiago de Sousa Freitas Lima (Mestre em Saúde Coletiva/UFES)
Política do corpo e cuidado de si como tática na educação em saúde

Dia 12.05.2015
SALA 313/Prédio da Pós-graduação do CCHN – Barbara Weinberg
14h – 14h30
Vitor Cei (Doutor em Estudos Literários/UFMG)
Niilismo e galhofa em Machado de Assis
14h30 – 15h
Rodrigo Francisco Barbosa (Doutorando em Filosofia/PUCPR)
Ecce Homo: um exercício de pseudoepigrafia sofista
15h – 15h30
Vinicius Xavier Hoste (Mestrando em Filosofia/UFES)
A relação entre consciência e mundo no pensamento de Sartre
15h30 – 16h00
José Vander Vieira (Mestrando em Filosofia/UFES)
A crítica de Heidegger ao esquecimento do ser e da linguagem como sua morada: O acontecimento da quadratura e a habitação poética do homem

Dia 13.05.2015
SALA 204/Prédio da Pós-graduação do CCHN – Barbara Weinberg
14h – 14h30
Helio Pedro Pretti Perim (Graduando em Filosofia/Iniciação Científica/UFES)
A autonomia da subjetividade ideal como repouso e paixão em Hegel
14h30 – 15h
Weksley Gama (Doutorando em Filosofia/UFRJ)
Hermenêutica e Subjetividade: experiência e os efeitos da tradição
15h – 15h30
Sabrina Paradizzo Senna (Mestranda em Filosofia/UFES)
O desafio da mulher de tornar-se sujeito
15h30 – 16h
Regina Sanches Xavier (Mestranda em Filosofia/UFMG)
Ausência de subjetividade na Obra de Marcel Duchamp e o conceito de Reflexão em Kant.

Dia 13.05.2015
SALA 313/Prédio da Pós-graduação do CCHN – Barbara Weinberg
14h – 14h30
Eder David de Freitas Melo (Doutorando em Filosofia/UFG)
Nietzsche e Descartes, vontade de poder e cogito: a propósito do §36 de Além do bem e do mal
14h30 – 15h00
Romano Scroccaro Zattoni (Mestrando em Filosofia/UFPR)
Noções preliminares acerca do inconsciente em Nietzsche
15h – 15h30
Claudio Bonatti (Graduando em Filosofia/Iniciação Científica/UFES)
Nietzsche e o Crepúsculo dos Ídolos: subjetividade como autogenealogia.
15h30 – 16h
Fernando Yonezawa (Pós-doutorando em Psicologia/UFES)
Corporeidade dionisíaca e ética trágica: Nietzsche como crítico da subjetividade contemporânea

Dia 14.05.2015
SALA 204/Prédio da Pós-graduação do CCHN – Barbara Weinberg
14h – 14h30
Camila Lenhaus Detoni (Psicóloga NEVID/MPES)
Jocilene Marquesini Mongim (Psicóloga NEVID/MPES)
Modos de subjetivação em choque: Psicologia e Polícia Militar
14h30 – 15h00
Ana Paula da Silva Dettmann (Psicologia/UFES)
Psicologia e Políticas Públicas
15h00 – 15h30
Arlindo Rodrigues Picoli (Mestre em Educação/IFES)
A ética do cuidado de si e a educação ambiental no Mosteiro Zen de Ibiraçu, Espírito Santo.

Dia 14.05.2015
SALA 313/Prédio da Pós-graduação do CCHN – Barbara Weinberg
14h – 14h30
Luize Santos de Queiroz (Graduanda em Filosofia/Iniciação Científica/UFRB)
Percepção e Significação estética na Música
14h30 – 15h00
Danielle Lima de Paula (Graduanda em Filosofia/Iniciação Científica/UFES)
Pela beleza à liberdade
15h00 – 15h30
Rizzia Soares Rocha (Doutoranda em Filosofia/UFMG)
Sobre a recepção crítica da obra de arte

segunda-feira, 4 de maio de 2015


Venha Pirar!!!

Pentecostes é uma das celebrações importantes do calendário cristão, e comemora, segundo esta crença, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo e é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa.
 Para os cristāos, além de celebrar a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo através do dom de línguas como descrito no Novo Testamento durante a celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém, o dia de Pentecostes é, às vezes, considerado o dia do nascimento da igreja.
Na Âncora nós vamos fazer uma linda celebração e você está convidadíssimo pra colar com a gente.